Secretária Márcia defende ações e pede foco no combate à violência contra as mulheres

A deputada estadual Secretária Márcia Huçulak (PSD) defendeu nesta segunda-feira (06/07), em discurso na sessão plenária da Assembleia Legislativa, as políticas públicas desenvolvidas no Paraná contra o feminicídio e outras violências a mulheres.

Segundo a deputada, é importante que todos estejam focados naquilo que é o principal: resultados concretos no combate à violência de gênero.

“Todas e todos aqui são testemunhas do trabalho que está sendo feito para diminuir essa chaga”, disse Márcia, que elencou algumas das principais ações, como: a criação da Secretaria da Mulher, os repasses aos municípios para estruturação das políticas públicas na área, a criação da Lei do Recomeço, a Caravana Paraná Unido pelas Mulheres e o início da  implementação da Casa da Mulher Paranaense (um complemento estadual às Casas da Mulher Brasileira).

“Os resultados são concretos, como a redução de 20% dos casos de feminicídios no ano passado”, afirmou. “O Paraná é um exemplo nacional de enfrentamento à violência de gênero.”

Márcia criticou o que chamou de “narrativas enviesadas” que apontam de forma equivocada que o Estado estaria resistindo em participar do Pacto Nacional Contra o Feminicídio, uma iniciativa do Governo Federal para disseminar políticas públicas em todo o país.

A deputada lembrou que as medidas estaduais antecedem à própria criação do pacto, em 2023, sendo que as estratégias foram acompanhadas e elogiadas por representantes do Ministério das Mulheres. “O estado chegou a incorporar sugestões do ministério, ampliando a abordagem multidisciplinar das ações”, afirmou.

De acordo com Márcia, o Estado manifestou há muito tempo o interesse em participar do Pacto Nacional Contra o Feminicídio e que a formalização da adesão encontra-se nos trâmites burocráticos, cujos requisitos estão todos sendo cumpridos pela administração estadual.

“Não é aceitável que uma pauta tão relevante seja contaminada com interesses outros que não o de contribuir para eliminação da violência contras as mulheres”, disse. “Quem investiu e implementou tantas políticas públicas para mulheres não pode  ser excluído do Pacto Nacional.”