A deputada Secretária Márcia Huçulak (PSD) faz um alerta para a baixa adesão à vacinação contra influenza (gripe) no estado. Com menos pessoas vacinadas, aumenta a sobrecarga de consultas e internamentos no sistema de saúde.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), até o final de maio, a cobertura vacinal dos grupos prioritários está em 41,6%, enquanto a meta é de 90%. A campanha atual começou em março.
“A imunização diminui as ocorrências de casos graves da gripe, mortes e a necessidade de internações”, resume a deputada. “Não acredite no que dizem os negacionistas; a vacina é segura, significa vida e proteção.”
O grupo prioritário é formado por pessoas idosas, gestantes e crianças entre seis meses e seis anos de idade. Com a mudança climática causada pela proximidade do inverno, aumenta a circulação de vírus respiratórios e os casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs).
“É um período critico”, diz Márcia, ex-secretária de Saúde de Curitiba.
Prejuízo geral
As campanhas de vacinação precisam atingir as metas para que a sociedade como um todo chegue ao que se chama “imunidade de rebanho”. Sem ela, o vírus encontra um número maior de pessoas susceptíveis à doença, fazendo aumentar a transmissão e o risco de risco de surtos maiores.
“[A baixa cobertura] É um prejuízo coletivo que poderia ser evitado com informação de qualidade e responsabilidade”, diz Márcia.
Transmissão
O vírus da gripe se transmite principalmente por meio de gotículas respiratórias, que se disseminam pela tosse, espirro ou fala. Em ambientes pouco ventilados e com muitas pessoas os aerossóis dessas gotículas permanecem no ar por mais tempo.
Uma pessoa infectada transmite o vírus desde um dia antes de aparecerem os sintomas (febre, tosse, coriza, dor de cabeça, cansaço, entre outros) até sete dias após.


